2011

segunda-feira, 2 de julho de 2007

A SECO


Tem coisas que a gente só diz de porre,
se não o outro corre;
mas passada a bebedeira,
a gente acha que fez besteira,
não devia ter falado,
que se expôs adoidado,
à toa e foi tolice.
Finge-se então que se esquece o que disse,
culpa-se a carência,
a demência,
a embriaguez,
responsáveis por tamanha estupidez.
E é aceitando este estranho cabedal
que quando se volta ao "estado normal",

cada vez mais sós, na defensiva,corroídos morremos de cirrose afetiva.

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